Projeto do escritório Vaga Arquitetura para o Restaurante Cajuí é um tributo ao Cerrado Brasileiro na Vila Madalena, em São Paulo

Vaga Arquitetura assina o Restaurante Cajuí

O Restaurante Cajuí, em São Paulo, é um exemplo de arquitetura e decoração que celebram a natureza e a biodiversidade do cerrado brasileiro. O projeto da VAGA Arquitetura incorpora elementos do cerrado, como luz natural, cores terrosas e materiais naturais, para criar uma experiência sensorial única para os visitantes.

Na efervescente Vila Madalena, um restaurante se destaca não apenas por suas iguarias culinárias, mas também por sua arquitetura e decoração únicas.

O Restaurante Cajuí, projeto assinado pelo escritório VAGA Arquitetura, incorpora a essência do cerrado brasileiro em sua estrutura e design, criando uma experiência sensorial singular para seus visitantes.

Uma Homenagem ao Cerrado

O nome do restaurante, “Cajuí,” faz uma clara referência ao pequeno fruto da família do caju, originário do cerrado brasileiro.

Vaga Arquitetura assina o Restaurante Cajuí / Fotografia Pedro Napolitano Prata

No entanto, esse nome é mais do que uma mera escolha estética; ele representa uma causa apoiada pelos proprietários — a conscientização sobre o desmatamento nesse ecossistema tão rico em biodiversidade.

A temática do cerrado serviu como alicerce para a concepção arquitetônica do espaço.

Interação entre Luz e Cor

Durante o processo de concepção, a interação entre luz e cor foi um elemento central do projeto. A incidência de luz natural sobre os materiais e tonalidades empregadas no espaço foi cuidadosamente planejada para evocar a atmosfera do cerrado brasileiro.

Vaga Arquitetura assina o Restaurante Cajuí / Fotografia Pedro Napolitano Prata

Essa relação entre arquitetura e natureza não foi apenas um conceito, mas sim uma diretriz que permeou todas as decisões projetuais.

Incluiu o design das luminárias pendentes, produzidas em colaboração com uma ceramista, que funcionam como vasos suspensos, trazendo o cerrado para o interior do restaurante.

Desafios da Topografia e da Estrutura Preexistente

O terreno apresentou desafios significativos, com um acentuado aclive desde o acesso até o fundo do lote.

Vaga Arquitetura assina o Restaurante Cajuí / Fotografia Pedro Napolitano Prata

Além disso, a estreiteza do imóvel demandou soluções criativas. Inicialmente, para evitar grandes intervenções na estrutura existente, o espaço foi dividido em duas zonas, separadas por um volume baixo que abriga um banheiro e o bar.

A acessibilidade foi assegurada por meio de uma plataforma elevatória, garantindo que o salão inferior, o bar e os sanitários fossem acessíveis a todos os clientes. Escadas estrategicamente posicionadas venceram o desnível gradualmente, otimizando a circulação.

Integração de Novas Estruturas em Madeira

A construção original, composta de alvenaria envolta por estruturas provisórias, exigiu uma abordagem estratégica.

Os arquitetos concentraram as principais modificações em novas estruturas auxiliares de madeira, anexadas à edificação preexistente.

Esses elementos funcionam como abrigos e, ao mesmo tempo, facilitam a entrada de luz natural, criando uma ligação visual entre o interior e o exterior.

O Jogo de Luz Natural e Pigmentação

Uma telha translúcida permite a entrada de luz natural, que, ao passar pelo forro de juta orgânica, influencia a coloração do ambiente ao longo do dia.

O piso de cimento queimado com pigmentação vermelha, reminiscente do solo do cerrado, harmoniza-se com a luz natural que inunda o espaço.

As paredes brancas absorvem as tonalidades terrosas usadas no projeto, contribuindo para a atmosfera desejada.

Sustentabilidade em Foco

Durante a construção, uma parte significativa dos resíduos gerados foi reutilizada no próprio local, seja para o deque da área de espera, o enchimento dos pisos ou o forro de bambu ao fundo do restaurante.

Além disso, na área destinada aos funcionários, foram criados canteiros para o cultivo dos principais ingredientes utilizados no restaurante, enfatizando a conexão com a natureza.

Paisagismo Funcional e Integrado

O paisagismo não é mera ornamentação, mas uma parte fundamental do projeto arquitetônico, desempenhando um papel funcional na operação diária do restaurante.

Ele se estende por todos os ambientes, promovendo uma integração natural que envolve os visitantes em uma experiência completa e sensorial.

O Restaurante Cajuí, com seu compromisso com a natureza e o cerrado brasileiro, não é apenas um local para apreciar deliciosos pratos, mas também um exemplo inspirador de como a arquitetura e a decoração podem contar histórias e promover causas importantes.

O projeto da VAGA Arquitetura é um tributo à beleza e à biodiversidade do cerrado, unindo design e responsabilidade ambiental de maneira elegante e cativante.

Ficha:
Arquitetura: VAGA / @vaga.arquitetura
Gerenciamento/Coordenação: VAGA / @vaga.arquitetura
Autores: Fernando O’Leary, Pedro Domingues e Pedro Faria
Colaboradores: Cauê Marins, Gabriela Inomata e Tali Liberman
Paisagismo: Planta Plena / @plantaplena
Cliente: Cajuí Brasil / @cajuibrasil
Local: Vila Madalena, São Paulo — SP
Ano de Projeto: 2019
Ano de Conclusão da Obra: 2020
Área: 210 m²
Fotos: Pedro Napolitano Prata / @pedro.n.prata

Contato:
Vaga Arquitetura
https://arqbrasil.com.br/27367/vaga-arquitetura/
https://www.vaga.arq.br/

 

Tópicos: Restaurante Cajuí; VAGA Arquitetura; Cerrado Brasileiro; Arquitetura e Decoração; Integração de Luz e Cor; Acessibilidade em Restaurantes; Estruturas de Madeira; Sustentabilidade na Construção; Paisagismo Funcional; Responsabilidade Ambiental;