Arquitetura de interiores do Estúdio Cedo no Copan: projeto descompartimenta espaços, articula materiais nobres e potencializa a vista do horizonte paulistano, respeitando a obra de Niemeyer

Intervenção no Copan promove integração espacial com paleta material sofisticada, ventilação cruzada e vista privilegiada para o horizonte de São Paulo, respeitando a linguagem original de Niemeyer.
Reconfiguração espacial para o horizonte paulistano
O pedido principal para o Apartamento Copan foi ampliar as possibilidades visuais para o horizonte da cidade. Após mapeamento da superestrutura do edifício, propôs-se a mudança de uso e a descompartimentação dos ambientes junto à fachada de vidro.

Diálogo com a linguagem niemeyeriana
A fachada é protegida pelos brises de concreto característicos do projeto de Oscar Niemeyer de 1966. A intervenção valoriza a amplitude e a entrada generosa de luz natural, proporcionando vista emoldurada do horizonte de São Paulo.

Redistribuição programática dos ambientes
A cozinha original cedeu espaço ao escritório, enquanto a nova área de cocção ocupou o dormitório com vista para a cidade. Um dormitório foi convertido em sala de jantar, e a lavanderia deu lugar ao banheiro principal e ao ateliê com banheiro.

Cozinha com desenho orgânico e materiais nobres
A bancada de cocção e a ilha são executadas em tábuas de madeira tauarí, com tampo em pedra Espírito Santo. Na ilha, o tampo em pedra abraça o pilar de concreto em desenho orgânico, reforçando a fluidez entre os ambientes sociais.

Sala de jantar posicionada no eixo central
O dormitório que ocupava parte do eixo central do apartamento foi convertido em sala de jantar. Na extremidade oposta da fachada de vidro, a sala de estar e a biblioteca foram executadas em finas chapas metálicas.
Apreciação da paisagem urbana a partir do décimo nono andar
A disposição espacial foi pensada para a contemplação da vista do décimo nono andar. Por entre os brises, não se veem carros ou calçadas, apenas prédios de diferentes épocas e a Serra da Cantareira, posicionada acima da altura dos edifícios.

Ambientes íntimos voltados à fachada de cobogó
Os espaços de uso privado ficaram voltados para a fachada de cobogó do edifício. Para reforçar essa troca de uso, o piso foi elevado em 18 cm e recebeu pisada em concreto pré-fabricado, desenhada no mesmo ângulo da fachada.

Escritório com efeito de flutuação volumétrica
O escritório ocupa o espaço da antiga cozinha e, ao se projetar sobre o piso elevado, parte dele parece flutuar. O ateliê funciona como ambiente coringa, podendo ser convertido em suíte para o filho no futuro.

Suíte master com transparência e ventilação cruzada
O dormitório da moradora e seu banheiro são separados por janelas executadas em madeira e vidro, possibilitando entrada de luz e ventilação cruzada. Banheira e bancada são executadas em concreto pré-fabricado.
Paleta material contemporânea e texturas articuladas
O projeto em estilo contemporâneo comporta madeira tauarí, concreto pigmentado de branco, concreto original dos pilares, concreto pré-fabricado pigmentado de rosa, bancadas em mármore Espírito Santo e marcenaria em tauarí maciço.

Ventilação cruzada potencializada pela abertura dos ambientes
O apartamento possui nativamente ventilação cruzada, que é potencializada com a abertura dos ambientes com menos paredes. Os moradores solicitaram prateleiras para expor objetos trazidos de viagem ou de grande afeto.
Iluminação indireta e esquadrias em madeira maciça
A iluminação é toda indireta, seja por fitas de LED acima das prateleiras e volumes, seja por abajures e arandelas. A arandela Mantis, posicionada ao lado do sofá, foi trazida de viagem. As janelas são executadas em madeira maciça e vidro.
Marcenaria em tauarí e leveza visual na cozinha
A materialidade da marcenaria de toda a cozinha foi executada em madeira tauarí maciça, trazendo textura mais rústica e conforto ao espaço. A ausência de móvel superior à bancada da cozinha traz leveza e reforça o caráter social do ambiente.
Peças em concreto rosa sob medida para o projeto
As peças pré-fabricadas em concreto rosa são feitas especificamente para o projeto, tanto na escolha do tom como na seleção do tipo de pedrisco. O Apartamento Copan se revela como projeto singular, abraçando cada raio de luz que atravessa suas amplas janelas.
● Leitura estrutural e permeabilidade visual
A intervenção opera com precisão na leitura da superestrutura do Copan, promovendo descompartimentação sem descaracterizar a linguagem niemeyeriana. A integração dos ambientes junto à fachada de vidro maximiza a entrada de luz natural e estabelece diálogo qualificado com o horizonte paulistano, valorizando a vista emoldurada pelos brises de concreto e preservando a identidade do edifício.
● Paleta de material e articulação sensorial
A combinação de tauarí maciço, concreto pigmentado e pedra Espírito Santo constrói atmosfera que equilibra rigor técnico e conforto doméstico. O piso elevado em concreto pré-fabricado, desenhado no mesmo ângulo da fachada, organiza fluxos entre ambientes sociais e íntimos enquanto reforça a leitura espacial do projeto e a percepção de continuidade volumétrica entre os espaços.
● Estratégias bioclimáticas e flexibilidade programática
A disposição dos ambientes íntimos junto à fachada de cobogó e dos espaços de convívio voltados à paisagem demonstra compreensão das premissas de ventilação cruzada. O desenho orgânico da ilha de cozinha, que envolve o pilar estrutural, exemplifica como a arquitetura pode dissolver limites funcionais mantendo referências estruturais claras, ao mesmo tempo que potencializa a experiência sensorial do morador e a fruição qualificada do espaço habitado.
Contato:
Estúdio Cedo
https://arqbrasil.com.br/55204/estudio-cedo/

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