Givago Ferentz mostra que na arquitetura de bares e restaurantes, o espaço físico assume papel central ao articular experiência sensorial, funcionalidade e identidade na vivência gastronômica

A arquitetura de bares e restaurantes passa a integrar a experiência gastronômica, articulando conforto ambiental, funcionalidade e identidade do espaço.
Eixo da experiência gastronômica
No setor de bares e restaurantes, a arquitetura deixou de ocupar um papel secundário. Para o arquiteto Givago Ferentz, o espaço físico passou a integrar o prato principal da experiência gastronômica. Mais do que estética, projetos sensoriais e funcionais assumem protagonismo ao influenciar a percepção do público desde a chegada ao ambiente.
Do paladar ao ambiente: uma mudança de comportamento
Comer fora, hoje, vai além do sabor. Nos grandes centros urbanos, bares e restaurantes investem em arquitetura como parte estratégica do negócio. Segundo Givago, essa transformação se intensificou após a pandemia, quando o público passou a valorizar mais o tempo de lazer e a qualidade da permanência. O ambiente, nesse contexto, tornou-se elemento central para atrair, acolher e manter o cliente.
Arquitetura da experiência: conforto, estímulo e função
Givago define esse movimento como “arquitetura da experiência”, uma abordagem que equilibra conforto, estímulos visuais e soluções práticas. Elementos como cadeiras com lã de carneiro para o inverno curitibano, lareiras ecológicas e composições que dialogam com as redes sociais surgem como recursos arquitetônicos pensados para o bem-estar. A imagem, nesse caso, não se sobrepõe à ergonomia nem ao conforto térmico.
Espaços pensados para diferentes públicos
Outro ponto recorrente nos projetos é a criação de áreas funcionais para públicos específicos. Famílias com crianças encontram brinquedotecas integradas ao salão, seguras e concebidas com o mesmo rigor projetual. Já os tutores de pets contam com áreas delimitadas, comedouros e pequenas amenidades, ampliando a noção de acolhimento e permanência.
Arquitetura e gastronomia em diálogo direto
Na visão de Givago Ferentz, ambientes chamados de “instagramáveis” não podem ser apenas cenográficos. Arquitetura e gastronomia precisam dialogar coerentemente, considerando o ritmo do serviço, os fluxos internos, o clima local e a identidade da marca. Essas variáveis orientam decisões sobre materiais, iluminação e organização espacial.
Curitiba como território de experimentação
Curitiba se destaca como um campo fértil para esse tipo de abordagem. Com clima particular e público atento, a cidade reúne exemplos de espaços gastronômicos que articulam design, funcionalidade e emoção. Nesses projetos, a arquitetura deixa de ser pano de fundo e integra a memória afetiva do cliente.
Se o sabor se afirma pelo paladar, é o ambiente que constrói a experiência pelos sentidos.
#Arquitetura como estratégia de projeto e negócio
O conteúdo evidencia uma inflexão relevante no papel da arquitetura aplicada à gastronomia: o espaço deixa de ser suporte e opera como estratégia central do empreendimento. A leitura do ambiente como parte do “produto” revela maturidade projetual, ao alinhar arquitetura, operação e posicionamento de marca. Trata-se de compreender o edifício e seus interiores como dispositivos de mediação entre usuário, serviço e identidade, superando soluções meramente decorativas.
#Experiência espacial e conforto ambiental
A chamada arquitetura da experiência se apoia em fundamentos técnicos claros. Conforto térmico, ergonomia e estímulos sensoriais aparecem como premissas, não como adereços. A adoção de materiais adequados ao clima local, como revestimentos que respondem às baixas temperaturas, e o uso criterioso de elementos como lareiras ecológicas demonstram atenção ao desempenho ambiental e à permanência qualificada do usuário no espaço.
#Funcionalidade, fluxos e uso qualificado
Outro ponto consistente é a leitura funcional do programa. Ao considerar fluxos de serviço, circulação de clientes e áreas específicas para diferentes públicos, o projeto evita conflitos operacionais e amplia a eficiência do espaço. Brinquedotecas integradas e áreas destinadas a pets não são anexos improvisados, mas extensões coerentes do partido arquitetônico, reforçando a noção de hospitalidade ampliada.
#Estética com propósito e identidade
A crítica à cenografia vazia é pertinente. A estética, quando alinhada à função e ao conceito do restaurante, fortalece a experiência sem comprometer o uso. A chamada visualidade compartilhável nas redes sociais surge, nesse contexto, como consequência de decisões projetuais bem fundamentadas, e não como objetivo isolado. Materiais, iluminação e escala trabalham juntos para comunicar identidade e gerar reconhecimento.
#Contexto urbano e memória afetiva
Por fim, a referência a Curitiba como laboratório reforça a importância da leitura do contexto urbano e cultural. Projetar a partir do clima, do perfil do público e dos hábitos locais contribui para criar espaços com maior aderência social. A arquitetura, nesse sentido, atua como elemento de construção de memória, associando experiência espacial, uso cotidiano e vínculo emocional, aspecto cada vez mais determinante no sucesso de bares e restaurantes contemporâneos.
Contato:
Givago Ferentz Arquitetos
https://arqbrasil.com.br/12338/givago-ferentz/

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