Reforma de apartamento pelo escritório Passos Arquitetura, em São Paulo, transforma o tempo e a luz em elementos centrais do projeto, criando uma experiência de habitar profundamente conectada às estações

 

Reforma de apartamento propõe habitar com luz, tempo e integração

Projeto transforma apartamento dos anos 1970 em espaço fluido, onde luz, materialidade e estações dialogam com o cotidiano.


Habitação sensível ao tempo

O escritório Passos Arquitetura conduziu uma intervenção profunda no apartamento AS913, localizado no bairro do Paraíso, em São Paulo. Com 97 m² e originalmente datado da década de 1970, o imóvel passou por uma reconfiguração total: todas as paredes internas foram removidas, mantendo-se apenas os pilares estruturais.

Reforma de apartamento / Fotografia André Mortatti

A nova planta abriga duas suítes, lavabo, closet e áreas sociais integradas, substituindo a antiga divisão fragmentada — composta por quartos pequenos, um único banheiro, cozinha isolada e dependência de serviço — por um fluxo contínuo e funcional.

Integração espacial inspirada na arquitetura japonesa

A proposta adota estratégias típicas da arquitetura japonesa para articular privacidade e transparência. Paredes que não alcançam o teto, bandeiras de vidro e eixos visuais prolongados permitem que o olhar percorra o espaço de uma fachada à outra, ampliando a sensação de amplitude.

Reforma de apartamento / Fotografia André Mortatti

A integração entre cozinha, sala de jantar e estar é total, sem barreiras físicas, reforçando a ideia de continuidade. Um elemento central une esses ambientes: uma ilha de pedra que se estende até se transformar em mesa de jantar, peça única que equilibra solidez e leveza.

Luz natural como narrativa arquitetônica

A abertura das duas fachadas opostas introduz o tempo como protagonista do projeto. No verão, a luz solar entra por uma extremidade; no inverno, pelo lado oposto. Essa dinâmica revela o ritmo das estações e transforma o apartamento em um espaço vivo, onde a mudança da luz ao longo do dia e do ano modula a experiência sensorial do morar.

Reforma de apartamento / Fotografia André Mortatti

Os arquitetos Thiago Passos e Débora Cunha destacam que essa relação com o clima externo gerou adaptações sazonais, como o deslocamento de plantas conforme a incidência solar, reforçando a conexão entre interior e exterior.

Materiais simples e mobiliário integrado à arquitetura

A materialidade do AS913 prioriza elementos nacionais e intencionais. O piso monolítico garante unidade visual, enquanto os tacos de madeira originais foram recuperados e reaplicados nos quartos e no closet. O mármore Espírito Santo jateado, com variações sutis, confere sofisticação discreta às superfícies. A marcenaria em laca branca, de linhas limpas e detalhes precisos, complementa a linguagem minimalista.

Reforma de apartamento / Fotografia André Mortatti

Todo o mobiliário foi desenvolvido sob medida: o sofá em “L” conecta a sala de TV à área social, e camas, mesas e bancadas foram concebidos como extensões da própria arquitetura, reforçando a coesão entre forma, função e espaço.

Reforma de apartamento / Fotografia André Mortatti

Habitar em altura com consciência temporal

Mais do que uma reforma, o AS913 propõe uma nova maneira de habitar em contexto urbano vertical. Ao articular luz, matéria e fluxo espacial, o projeto transcende a mera organização funcional e oferece uma experiência sensível ao tempo. Nesse apartamento, a arquitetura não apenas abriga — ela acompanha, registra e responde às mudanças naturais do entorno, tornando o cotidiano uma prática atenta e poética.

 

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#Tempo como dimensão espacial

A reforma do AS913 demonstra uma rara capacidade de incorporar a dimensão temporal ao espaço habitado. Ao alinhar as aberturas opostas às trajetórias solares sazonais, o projeto transforma a luz em um dispositivo arquitetônico que marca a passagem do tempo, integrando ritmos naturais à rotina urbana. Essa estratégia vai além da orientação bioclimática: propõe uma percepção sensorial do ambiente, onde a casa se torna um observatório discreto das estações.

#Continuidade espacial e hierarquia visual

A eliminação das paredes internas e a adoção de elementos semi-transparentes — como divisórias parciais e vãos envidraçados — criam uma hierarquia espacial baseada em visadas, não em barreiras. Esse recurso, com raízes na tradição japonesa, permite privacidade sem isolamento, mantendo a fluidez perceptiva entre ambientes.

A resultante sensação de amplitude é particularmente eficaz em tipologias compactas, onde cada gesto projetual deve operar em múltiplas escalas.

#Materialidade como coesão conceitual

A escolha de materiais simples, mas cuidadosamente articulados — piso monolítico, madeira recuperada, mármore nacional e marcenaria de acabamento preciso — reforça a unidade formal do conjunto. A peça central de pedra, que se desdobra da cozinha à mesa de jantar, exemplifica a integração entre arquitetura e mobiliário, dissolvendo fronteiras entre fixo e móvel.

Nesse contexto, o mobiliário sob medida não é mero complemento, mas extensão lógica da planta, contribuindo para a economia espacial e a identidade estética do projeto.

 

Contato:
Passos Arquitetura
https://arqbrasil.com.br/50118/passos/

 


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