Arquitetura educacional infantil estrutura o projeto do NEI Pioneiros ao integrar pedagogia, sensorialidade e rigor técnico em espaços pensados para o desenvolvimento da primeira infância

 

Arquitetura educacional orientada pela escuta e pela infância

Projeto de arquitetura educacional infantil que articula escuta pedagógica, normas técnicas e linguagem sensorial para qualificar os espaços de aprendizagem.


Assinado pelo escritório we.arch, o projeto do Núcleo Educacional Infantil Pioneiros, em Balneário Camboriú, parte da escuta ativa de educadores e do atendimento rigoroso às normas técnicas para a primeira infância.

Desenvolvido em parceria com o Studio Golden para a FG Empreendimentos, o espaço educacional adota como fio condutor o tema da Vida Marinha, articulando arquitetura, pedagogia e sensorialidade em um ambiente pensado para o desenvolvimento infantil.

Arquitetura educacional infantil / Fotografia Alexandre Zielinskyj da Silva

Vida Marinha como estratégia de projeto

O universo marinho estrutura a concepção espacial e estética do NEI Pioneiros. Cores, texturas e formas evocam o oceano e seu imaginário, estimulando curiosidade e imaginação sem comprometer a segurança e a funcionalidade. A proposta transforma o aprendizado em experiência cotidiana, na qual o espaço participa ativamente do processo educativo.

Arquitetura educacional infantil / Fotografia Alexandre Zielinskyj da Silva

Mergulho sensorial e experiência lúdica

O ambiente foi concebido como um percurso sensorial contínuo. Paredes ilustradas pelo artista plástico Jean Tomedi, luminárias em formato de águas-vivas, sinalizações coloridas no piso e mobiliário de linhas onduladas constroem uma narrativa espacial acessível às crianças desde os primeiros passos. Cada elemento contribui para a autonomia, a orientação e a descoberta, reforçando a relação entre corpo, espaço e aprendizado.

Arquitetura educacional infantil / Fotografia Alexandre Zielinskyj da Silva

Arquitetura afetiva, funcional e inclusiva

Segundo Maria Fernanda Wiethorn Aliano, fundadora, CEO e diretora do we.arch, a arquitetura educacional exerce um papel discreto, porém decisivo, na formação infantil. No NEI Pioneiros, os ambientes foram desenhados a partir das necessidades relatadas por professores e funcionários, respeitando integralmente a cartilha do MEC, ao mesmo tempo, em que preservam uma identidade poética e sensível, voltada à construção de memórias afetivas.

Corredores como percurso de descoberta

Os corredores deixam de ser apenas espaços de circulação e assumem caráter pedagógico e simbólico. As luminárias em forma de águas-vivas e a sinalização cromática no piso orientam os deslocamentos intuitivamente, incentivando a independência e tornando cada trajeto parte da experiência educacional.

Integração entre projeto, execução e obra

A colaboração entre we.arch e Studio Golden assegurou a compatibilização dos projetos e o acompanhamento da execução. Coube à FG Empreendimentos o desenvolvimento do projeto arquitetônico, dos complementares e da obra civil, garantindo coerência entre conceito, técnica e construção.

Espaços coletivos e identidade visual

A quadra coberta integra esporte, arte e relação com o entorno urbano. O mural de formas onduladas reforça a identidade visual inspirada no mar e insere as atividades físicas em um contexto criativo. Tons alegres, mobiliário em madeira e soluções funcionais dialogam com o lúdico sem perder clareza formal.

Arquitetura como agente do desenvolvimento infantil

Ao articular sensibilidade estética, escuta qualificada e rigor técnico, o projeto do Núcleo Educacional Infantil Pioneiros reafirma o papel da arquitetura como mediadora das primeiras experiências espaciais da infância, contribuindo para vínculos, descobertas e processos de aprendizagem desde os primeiros anos.

 

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#Arquitetura educacional como suporte ao desenvolvimento infantil

O projeto do NEI Pioneiros evidencia uma compreensão consistente da arquitetura educacional como infraestrutura pedagógica. A organização espacial não se limita à acomodação de usos, mas atua como mediadora das experiências cognitivas, motoras e emocionais da criança.

A clareza funcional, associada à leitura intuitiva dos ambientes, contribui para a autonomia infantil e para a construção gradual da noção de pertencimento ao espaço.

#Tema conceitual como matriz espacial

A escolha da Vida Marinha ultrapassa o recurso narrativo e se consolida como matriz de projeto. O tema orienta decisões cromáticas, formais e de ambientação, garantindo unidade visual sem comprometer a legibilidade dos espaços. O uso de formas orgânicas, linhas contínuas e cores moduladas cria um ambiente estimulante, porém controlado, evitando, excessos que poderiam gerar sobrecarga sensorial.

#Percursos, orientação e escala infantil

Os corredores assumem papel estratégico ao serem tratados como espaços ativos. A sinalização cromática no piso e os elementos suspensos funcionam como dispositivos de orientação espacial compatíveis com a escala infantil, favorecendo deslocamentos seguros e independentes. Trata-se de uma solução que articula pedagogia e arquitetura precisamente, transformando a circulação em experiência educativa.

#Materialidade, mobiliário e segurança

O mobiliário de desenho curvo, aliado ao uso de madeira e superfícies táteis, revela atenção à ergonomia, à segurança e à durabilidade. As escolhas materiais dialogam com o lúdico sem comprometer critérios técnicos, demonstrando equilíbrio entre expressividade formal e desempenho funcional, aspecto essencial em edifícios voltados à primeira infância.

#Integração entre arte, uso coletivo e cidade

A presença das artes visuais, especialmente nos murais e ilustrações, amplia a dimensão cultural do espaço escolar. Na quadra coberta, a articulação entre esporte, arte e identidade visual reforça a ideia de que os ambientes coletivos também educam. A inserção urbana, ainda que sutil, contribui para a percepção da escola como parte ativa da cidade.

#Escuta qualificada e rigor normativo

Por fim, a escuta de educadores, aliada ao atendimento rigoroso das normas e diretrizes do MEC, confere solidez técnica ao projeto. A arquitetura resulta de um processo colaborativo no qual sensibilidade e método caminham juntos, evidenciando que espaços educativos de qualidade dependem tanto da imaginação quanto do rigor projetual.

Ficha:
NEI Pioneiros
Balneário Camboriú
Arquitetura:
we.arch/ @studio.wearch
Studio Golden/ @goldenstudio_arquitetura
FG Empreendimentos/ @fgempreendimentos
Arte/ @jeantomedi
Fotografia Alexandre Zielinskyj da Silva / @alexzs

 

Contato:
we.arch | Studio de Arquitetura
https://arqbrasil.com.br/46890/we-arch/

 


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