O projeto minimalista de Sabrina Salles revela como a combinação de texturas naturais, integração da varanda e soluções precisas de iluminação marcam a organização espacial do apartamento

Projeto minimalista com ênfase nas texturas naturais

Solução residencial que combina tons neutros, texturas naturais, integração espacial e iluminação precisa para qualificar o ambiente de forma contemporânea.


Contexto e ponto de partida

Localizado em Moema, em São Paulo, o apartamento reformado por Sabrina Salles retoma uma história pessoal: a arquiteta já havia vivido no mesmo condomínio, o que influenciou sua leitura espacial e a condução do projeto. A encomenda surgiu após a insatisfação do cliente com a remodelação em andamento, somada ao desafio de adaptar a proposta a uma marcenaria já contratada e a um prazo reduzido.

Diretrizes para um minimalismo cálido

A solicitação da moradora era direta: ambientes minimalistas, tons neutros e ausência de madeira aparente. Para evitar a sensação de frieza comum em paletas monocromáticas, a arquiteta estruturou a solução em torno da sobreposição de texturas naturais, como ônix e couro, que contribuem para um caráter mais sensorial no conjunto. A estratégia permitiu alcançar uma ambiência discreta, mas com presença visual.

Projeto minimalista de Sabrina Salles / Fotografia Julia Novoa

Integração da varanda e reorganização da área social

A união da antiga varanda à área social definiu o novo partido arquitetônico. A partir do redesenho do layout, surgiram três setores integrados — estar, home theater e sala de jantar —, organizados para otimizar circulação e atender aos diferentes usos da família. A marcenaria de linhas simples e acabamento atemporal reforça a amplitude buscada, enquanto o mobiliário já existente foi rearranjado para garantir fluidez e conforto.

Iluminação como elemento de articulação

A iluminação foi pensada para valorizar a suavidade da proposta, criando pontos de destaque e uma atmosfera acolhedora. O uso de luzes pontuais e banhos de luz indireta reforça superfícies e contornos, ampliando a leitura das texturas naturais presentes nos revestimentos e no mobiliário.

Projeto minimalista de Sabrina Salles / Fotografia Julia Novoa

Sala de jantar com leveza e integração

No espaço destinado às refeições, o desenho privilegia leveza e ergonomia, mantendo revestimentos claros e texturizados que asseguram conforto visual. A marcenaria planejada organiza funções e garante continuidade estética entre os ambientes. A cristaleira bar, desenvolvida sob medida, introduz praticidade ao cotidiano e agrega sofisticação ao conjunto.

Soluções derivadas da pré-existência estrutural

Um elemento estrutural existente deu origem a um ponto multifuncional: uma bancada suspensa em mármore, adequada tanto ao uso cotidiano quanto como apoio em momentos sociais. Entre os ambientes, uma peça suspensa em pedra funciona como aparador, atuando como transição visual e reforçando a linguagem minimalista adotada.

Projeto minimalista de Sabrina Salles / Fotografia Julia Novoa

Ambiente contemporâneo e acolhedor

A combinação de tons neutros, materiais naturais e soluções de integração espacial demonstra que o minimalismo pode resultar em um ambiente contemporâneo e acolhedor. A adaptação a um projeto já iniciado, somada às limitações de prazo e marcenaria pré-definida, estimulou o desenvolvimento de soluções precisas e coerentes, evidenciando como desafios podem impulsionar propostas inventivas no design de interiores.

 

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#Estratégias de integração espacial

A solução parte da incorporação da varanda à área social, convertendo um espaço originalmente periférico em componente essencial da planta. Essa operação melhora a relação entre estar, jantar e home theater, ampliando o campo de visão e permitindo continuidade funcional. O uso de marcenaria de linhas limpas contribui para a leitura unificada dos ambientes, reforçando o partido minimalista.

#Materialidade e composição cromática

A opção por tons neutros, sem o emprego de madeira, exige precisão na escolha dos materiais. A introdução de superfícies naturais — como ônix e couro — garante profundidade tátil e evita a monotonia cromática. Esses revestimentos atuam como elementos de ancoragem visual, equilibrando simplicidade formal e presença material.

#Iluminação como ferramenta projetual

O desenho luminotécnico organiza camadas de luz direta e indireta, realçando volumes e texturas. Esse recurso contribui para a percepção espacial, evitando zonas de sombra e destacando superfícies verticais, reforçando a sensação de amplitude. A iluminação atua como mediadora entre funcionalidade e conforto ambiental.

#Aproveitamento da pré-existência

A transformação de elementos estruturais em recursos funcionais demonstra domínio das condicionantes originais. A bancada suspensa em mármore e o aparador em pedra qualificam a circulação e criam pontos de apoio sem comprometer a leveza do conjunto, dialogando com a ideia de minimalismo operado pela precisão construtiva.

#Coerência entre forma e uso

O projeto evidencia consistência ao articular redução formal, materialidade sensível e soluções de integração. A adaptação a uma reforma em curso, somada ao controle de prazo, resulta em decisões estratégicas que valorizam eficiência e expressão espacial.

 

Contato:
Sabrina Salles Arquitetura
https://arqbrasil.com.br/19830/sabrina-salles/

 


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