O design indígena contemporâneo ganha espaço no Museu A CASA, unindo tradição Mehinaku e pesquisa cromática em uma mostra colaborativa
A exposição “Xingu — Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo” no Museu A CASA reúne peças que unem saberes do povo Mehinaku e design atual. Com curadoria compartilhada, expografia baseada em pigmentos naturais e processos colaborativos, a mostra destaca a força estética e cultural do artesanato indígena no contexto contemporâneo.
Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo
O Museu A CASA do Objeto Brasileiro, em São Paulo, apresenta a exposição “Xingu – Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo”, resultado de um processo colaborativo que aproxima o saber ancestral dos povos indígenas e o campo do design contemporâneo.
Idealizado pela designer Maria Fernanda Paes de Barros, da Yankatu, em parceria com artesãos do povo Mehinaku, do Alto Xingu (MT), o projeto nasceu de uma experiência de imersão na aldeia Kaupüna.
Durante a vivência, Maria Fernanda iniciou um diálogo em torno do tingimento natural de fios de algodão, prática que despertou o interesse da comunidade e deu origem a uma pesquisa de cores que ampliou as possibilidades criativas sem interferir nos modos de fazer tradicionais.
Objetos tradicionais e criações inéditas
A mostra apresenta bancos zoomorfos, cestarias e esteiras ao lado de peças inéditas desenvolvidas coletivamente entre designers e artesãos. Um dos destaques é o trabalho de tingimento natural conduzido por Maibe Maroccolo, da Mattricaria, que resultou em uma paleta de 12 cores obtidas a partir de elementos naturais do entorno da aldeia.
Essa investigação trouxe novas soluções estéticas para a produção das mulheres Mehinaku, que tradicionalmente trabalham com o buriti e o algodão, fortalecendo uma dimensão experimental que se soma à tradição sem sobrepor-se a ela.
Expografia e diálogo cromático
A expografia assinada por Daniela Karam traduz o encontro entre tradição e contemporaneidade também no espaço expositivo. As cores utilizadas foram inspiradas na paleta de pigmentos naturais desenvolvida na aldeia e adaptadas com tonalidades já existentes do portfólio da Sherwin-Williams, compondo um ambiente que reflete o próprio processo criativo da mostra.
Essa articulação reforça a dimensão narrativa das obras, ao mesmo tempo, em que conecta o visitante a uma experiência sensorial vinculada à pesquisa cromática realizada no Xingu.
Curadoria compartilhada e materiais complementares
A curadoria é dividida entre Maria Fernanda Paes de Barros e o artista Kulikyrda Mehinako, responsável pela seleção das obras tradicionais. Além das peças expostas, o público tem acesso a um minidocumentário que apresenta os bastidores do projeto e um catálogo virtual gratuito, reunindo imagens, reflexões e depoimentos que contextualizam a experiência colaborativa.

#Saberes tradicionais e inovação colaborativa
O projeto destaca-se por não buscar a transformação dos modos de fazer indígenas, mas sim por potencializar seu alcance por meio da experimentação cromática. A introdução do tingimento natural, sem descaracterizar a prática artesanal, evidencia um caminho de colaboração que preserva a identidade cultural ao mesmo tempo, em que dialoga com o design contemporâneo.
#Paleta de cores como linguagem projetual
O desenvolvimento de uma paleta de 12 tonalidades naturais representa um avanço significativo. Trata-se de uma linguagem projetual que conecta o universo simbólico do Xingu às práticas do design, oferecendo novas alternativas estéticas para a produção artesanal. A cor, nesse caso, não é mero acabamento, mas elemento estruturante da proposta.
#Expografia como extensão do conceito
A escolha de transpor as cores da pesquisa para a expografia demonstra coerência metodológica. O espaço não se limita a abrigar as peças, mas atua como parte integrante da narrativa, estabelecendo correspondência entre objeto e ambiente. É um recurso museográfico que amplia a leitura crítica da mostra.
#Integração entre oralidade, imagem e objeto
Ao incluir minidocumentário e catálogo digital, a mostra valoriza a documentação do processo, prática essencial na preservação e difusão de saberes tradicionais. A coexistência de objetos, registros audiovisuais e reflexões escritas cria uma rede de significados que reforça a dimensão educativa do projeto.
Serviço:
Xingu: Reflexos Indígenas no Design Contemporâneo
Local: Museu A CASA do Objeto Brasileiro
Av. Pedroso de Morais, 1216 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05420-001
(11) 3814-9711
Período expositivo: até 26 de outubro de 2025
Horário: De quarta a domingo, das 10h às 18h
Entrada gratuita
https://www.yankatu.com.br/projetoxingu
Contatos:
Museu A CASA do Objeto Brasileiro
(11) 3814-9711
https://www.acasa.org.br/
Yankatu
(11) 981-422-200
https://www.yankatu.com.br/
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