O Centro de Robótica USP ganha sede própria com projeto arquitetônico que transforma o fazer ciência no Brasil

Novo edifício do Centro de Robótica da USP em São Carlos reúne pesquisa, inovação e arquitetura sustentável em um único espaço projetado pelo escritório Entre Arquitetos.
O escritório Entre Arquitetos assina o projeto do novo edifício do Centro de Robótica da Universidade de São Paulo (CROB), localizado no campus de São Carlos. Com cerca de 7 mil metros quadrados de área construída e mais 3 mil metros quadrados de áreas externas, a edificação será implantada no Campus 2 da universidade e abrigará o maior centro de robótica da América Latina.
Arquitetura como ferramenta de integração científica
Criado há 15 anos como centro de excelência em pesquisa, o CROB reúne grupos reconhecidos internacionalmente nas áreas de robótica terrestre, aérea, agrícola, médica e inteligência artificial. Até então, seus laboratórios estavam dispersos em diferentes prédios do campus, o que limitava a interação entre pesquisadores.
O novo edifício surge para unificar essas atividades em um único espaço físico, promovendo colaboração e troca de conhecimento. “A arquitetura entra como ferramenta para aproximar as pessoas”, afirma Daniele Capella, sócia do escritório Entre Arquitetos.
Imersão no universo da robótica orientou o projeto
O desenvolvimento do projeto iniciou em maio de 2024, com uma imersão profunda da equipe no ambiente científico do centro. “Visitamos os laboratórios, conhecemos os robôs, os drones, as tecnologias em desenvolvimento. É, literalmente, o futuro acontecendo no presente”, relata Vinícius Capella, também sócio do escritório. Essa aproximação permitiu traduzir as demandas técnicas e funcionais em soluções arquitetônicas precisas.
Átrio central articula usos e estimula encontros
Organizado em três pavimentos, o edifício equilibra áreas coletivas, colaborativas e de concentração. O térreo concentra os espaços de maior circulação e experimentação, enquanto os andares superiores abrigam laboratórios, auditório e salas de estudo. No centro do prédio, um grande átrio — não previsto inicialmente no programa — foi incorporado como elemento articulador visual e funcional.
“Ele organiza o prédio e, ao mesmo tempo, promove integração”, explica Vinícius. O percurso interno transforma-se em uma exposição permanente, permitindo que visitantes acompanhem visualmente as atividades dos laboratórios.
Infraestrutura técnica adaptada a usos específicos
O edifício contempla exigências técnicas rigorosas, incluindo áreas para testes controlados de drones e robôs terrestres, além de salas de computação de alto desempenho. Esses ambientes demandam infraestrutura energética robusta e sistemas especializados de climatização. “Cada ambiente tem uma necessidade muito particular. Não é um prédio genérico”, destaca Daniele Capella.
Sustentabilidade integrada desde a concepção
A sustentabilidade é um pilar do projeto. Estratégias passivas de conforto ambiental foram adotadas, como orientação solar criteriosa, brises automatizados, varandas sombreadas e fachadas com jardineiras irrigadas por água de reuso. O edifício contará ainda com captação de águas pluviais, placas fotovoltaicas para geração de energia e soluções construtivas industrializadas — como estrutura metálica e lajes pré-fabricadas — que reduzem desperdícios e a pegada de carbono da obra.
“Existe uma modulação estrutural muito racional, econômica e eficiente. A partir dela, introduzimos elementos mais orgânicos nas fachadas”, detalha Daniele.
Investimento público com alcance internacional
Para o escritório Entre Arquitetos, o projeto representa mais do que uma construção. “É um investimento público de grande escala, com repercussão internacional, que reforça o papel do Brasil na pesquisa em robótica”, conclui Daniele Capella. O novo edifício marca uma nova etapa na trajetória do CROB, consolidando sua posição como referência nacional e continental em inovação científica e tecnológica.
#Integração funcional e espacial como estratégia de projeto
A centralidade do átrio como elemento articulador revela uma compreensão profunda da dinâmica colaborativa exigida por ambientes de pesquisa avançada. Mais do que um vazio técnico, o espaço vertical atua como catalisador social e visual, promovendo permeabilidade entre pavimentos e fomentando encontros informais — essenciais à inovação científica. Essa decisão demonstra sensibilidade ao programa não escrito, aquele que emerge da observação do cotidiano laboratorial.
#Precisão técnica aliada à flexibilidade espacial
O edifício responde com rigor às exigências infraestruturais de laboratórios de alta complexidade — desde cargas energéticas até requisitos acústicos e de ventilação — sem sucumbir a uma lógica puramente utilitária. A modulação estrutural racional permite adaptações futuras, enquanto a industrialização construtiva assegura eficiência sem comprometer a qualidade ambiental. A transparência controlada entre áreas técnicas e circulações transforma o processo científico em narrativa arquitetônica visível.
#Sustentabilidade como princípio formativo
As estratégias passivas não são meros apêndices, mas condicionantes formais. A orientação solar, os brises automatizados e as jardineiras integradas às fachadas operam em sinergia com sistemas ativos, como placas fotovoltaicas e reuso de água, configurando um edifício energeticamente autônomo em sua lógica operacional.
A escolha de soluções construtivas de baixo impacto reforça um compromisso ético com a responsabilidade ambiental, alinhado às melhores práticas contemporâneas em arquitetura institucional.
Contato:
Entre Arquitetos
https://arqbrasil.com.br/22343/entre-arquitetos/

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