Parque Linear Viva Barigui avança com segundo trecho com 400 metros de intervenção urbana sensível, transformando APP degradada em espaço público de excelência, integrando lazer e regeneração ambiental

 

Trecho 2 do Parque Linear Viva Barigui Amplia o Verde de Curitiba

Ampliação de 400 metros integra recuperação de APP, infraestrutura multifuncional e paisagismo contemporâneo. O projeto da Oficina Urbana de Arquitetura transforma área degradada em corredor verde com praças, equipamentos esportivos e espaços de convívio, consolidando um dos principais parques lineares urbanos do país.


Continuidade do Corredor Verde Urbano

O município de Curitiba está desenvolvendo o Trecho 2 do Parque Linear Viva Barigui, dando sequência ao primeiro segmento inaugurado em outubro de 2024. A nova etapa, com aproximadamente 400 metros de extensão, estabelecerá uma conexão entre a rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza e a rua Heitor Alencar Furtado.

A iniciativa visa promover a recuperação ambiental, valorizar a paisagem fluvial e oferecer à população espaços públicos destinados ao lazer, à cultura e ao convívio social.

Recuperação de Área Degradada e Regeneração Ambiental

A proposta de requalificação incide sobre uma região anteriormente degradada, situada em Área de Preservação Permanente (APP). As intervenções contemplam a remoção de ocupações irregulares e a regeneração das margens do Rio Barigui, estabelecendo uma reconexão — tanto simbólica quanto física — entre o ambiente urbano, os moradores e os ecossistemas naturais circundantes.

Parceria Público-Privada no Desenvolvimento do Projeto

A concepção preliminar do projeto foi elaborada e doada à Prefeitura pela Oficina Urbana de Arquitetura (OUA), com patrocínio de um grupo de incorporadores locais. Essa iniciativa colaborativa demonstra o compromisso com a qualificação dos espaços públicos e a valorização ambiental na região. A autoria do projeto urbanístico e paisagístico é de Luiz Gustavo Singeski e Isabela Fiori.

Parque Linear Viva Barigui / DivgOUA

Infraestrutura Multifuncional e Inclusiva

O desenho urbano propõe a criação de ambientes integrados ao tecido da cidade, planejados para atender diversos perfis de usuários. Entre os equipamentos previstos estão: três quadras de tênis de praia, uma quadra poliesportiva, aparelhos de ginástica, playground infantil, pista para bicicletas e skate, palco com arquibancada, espaço pet, área de piqueniques e um deque de madeira com espreguiçadeiras voltado ao rio. Está prevista também a implantação da rua Antônio Lau, que contará com vagas destinadas a food trucks e comércio ambulante.

Praça dos Jerivás: Intervenção Paisagística Sensível

Entre os destaques do projeto está a Praça dos Jerivás, uma intervenção cuidadosamente inserida na paisagem protegida. Seu desenho parte de uma retícula não ortogonal conectada à malha de caminhos existente, deformada por canteiros e equipamentos urbanos que geram formas orgânicas e ambientes diversificados.

Parque Linear Viva Barigui / DivgOUA

A composição utiliza palmeiras Jerivá — espécie nativa de relevância ecológica e ornamental — que formam um dossel leve, proporcionando sombra e acolhimento. O resultado é um espaço contemplativo, caracterizado por jogos de luz e sombra, materiais naturais e uma estética fluida e atemporal.

Pista de Pump Track com Topografia Inovadora

A pista de pump track proposta rompe com o modelo convencional ao adotar topografia orgânica e possibilitar múltiplos usos. Estrategicamente posicionada entre as áreas esportivas e infantis, ela favorece o convívio intergeracional e se integra à paisagem natural por meio de soluções de drenagem, sombreamento e conforto térmico.

“Redemoinho”: Escultura Interativa e Lúdica

Outro elemento distintivo é o “Redemoinho”, brinquedo desenvolvido exclusivamente para o parque. Trata-se de uma rede espacial em forma de fita infinita (também conhecida como fita de Moëbius), instalada em um dos parquinhos. Mais que um simples equipamento recreativo, a estrutura funciona como escultura interativa que convida crianças de todas as idades a escalar, girar e explorar novas formas de brincar, estimulando criatividade, coordenação motora e senso de pertencimento.

Visão de Reconexão e Inclusão Social

Segundo Luiz Gustavo Singeski, arquiteto urbanista e autor do projeto pela Oficina Urbana de Arquitetura: “Nosso objetivo é fazer do parque um espaço vivo, de reconexão com a paisagem e com o outro. Partimos de uma escuta atenta ao lugar, traduzida em um desenho urbano sensível e inclusivo, que respeita a natureza, valoriza o cotidiano e celebra o encontro”.

Consolidação de Corredor Verde na Capital Paranaense

Com a conclusão deste novo trecho, o Parque Linear Viva Barigui alcançará cerca de 1 quilômetro de extensão contínua ao longo do rio, consolidando-se como um dos principais corredores verdes implantados recentemente em Curitiba.

A conexão entre os dois segmentos reforça a importância do parque para a cidade, transformando áreas antes degradadas em espaços públicos qualificados e ambientalmente regenerados. O projeto reafirma o papel do urbanismo como instrumento de reconciliação entre natureza, infraestrutura e vida cotidiana.

 

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#Morfologia Urbana e Estratégias Projetuais

A intervenção demonstra maturidade ao articular infraestrutura verde com equipamentos urbanos em uma operação de dupla função: regeneração ambiental e qualificação do espaço público. A estratégia de recuperação da APP transcende o comprimento normativo, convertendo-se em elemento estruturador do desenho urbano. A remoção de ocupações irregulares, associada à regeneração das margens fluviais, estabelece um novo paradigma de permeabilidade entre tecido construído e sistemas naturais.

#Plasticidade Formal e Linguagem Contemporânea

A Praça dos Jerivás revela sofisticação compositiva ao propor uma retícula deformável — solução que dialoga com a geometria orgânica sem cair em formalismos gratuitos. A distorção da malha ortogonal por canteiros e equipamentos produz espacialidades fluidas, rompendo com a rigidez cartesiana típica de projetos convencionais. O uso do Jerivá como elemento estruturador do dossel vegetal evidencia compreensão da relação entre arquitetura, paisagismo e microclima urbano.

#Dispositivos Lúdicos e Apropriação Espacial

O “Redemoinho” destaca-se como artefato arquitetônico que transcende a função recreativa. A exploração da topologia da fita de Moëbius como geometria não-orientável traduz conceitos matemáticos em experiência corporal, estimulando cognição espacial e coordenação motora.

A pump track, por sua vez, subverte a tipologia esportiva ao adotar morfologia orgânica e estratificação de usos, promovendo inter gerações e integrando-se à topografia existente por meio de soluções de drenagem que reforçam a coerência bioclimática do conjunto.

#Infraestrutura e Vitalidade Urbana

A diversidade programática — da rua Antônio Lau aos deques fluviais — demonstra compreensão dos mecanismos de vitalidade urbana descritos pela teoria do urbanismo contemporâneo. A sobreposição de usos e a permeabilidade física e visual garantem ocupação contínua do espaço, condição fundamental para segurança e apropriação coletiva em parques lineares.

 

Contato:
Oficina Urbana de Arquitetura (OUA)
https://arqbrasil.com.br/53009/oficina-urbana/

 


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