O projeto arquitetônico de restaurante Vila Dalí assinado por Cilene Lupi demonstra como a arquitetura sensorial pode transformar um espaço comercial em verdadeiro recanto urbano com atmosfera toscana

 

Projeto arquitetônico do restaurante Vila Dalí cria ambiente sensorial

O restaurante Vila Dalí no Tatuapé apresenta projeto arquitetônico que une referências toscanas à arquitetura sensorial contemporânea, criando ambiente acolhedor e versátil.


Atmosfera toscana com arquitetura sensorial

O restaurante Vila Dalí, situado no bairro do Tatuapé em São Paulo, recebeu projeto arquitetônico completo assinado por Cilene Lupi. A proposta partiu de uma narrativa clara definida em conjunto com a proprietária, que também chefia a cozinha do estabelecimento.

O objetivo era construir um espaço que evocasse visual e emocionalmente uma vila da Toscana, equilibrando romantismo contemporâneo com a rusticidade afetiva das construções rurais italianas.

Construção de uma narrativa cenográfica

A arquiteta estruturou o projeto a partir de decisões cenográficas que guiam a experiência do visitante desde a entrada. Acabamentos rústicos dialogam com elementos antigos importados de fazendas europeias, enquanto flores frescas e adornos elaborados reforçam a ambientação.

A paleta cromática baseia-se em tons terrosos e amarelos suaves, presentes especialmente no piso cerâmico, criando unidade visual com o teto aparente e os tijolos à vista. Arcos em alvenaria remetem às construções mediterrâneas e conduzem o olhar através dos diferentes recantos do espaço.

Luz como elemento estruturante da atmosfera

A iluminação assume papel central na definição do clima intimista do Vila Dalí. Pendentes cuidadosamente distribuídos combinam-se à vegetação abundante, gerando um jogo sutil de luz e sombra que transforma cada mesa em um refúgio individual. A arquiteta explorou o pé-direito duplo e o teto retrátil para potencializar a entrada de luz natural, especialmente na área da adega, convertida em varanda para dias ensolarados. Essa solução reforça a permeabilidade entre os ambientes internos e a paisagem exterior.

Intervenções que transformam o cotidiano

O projeto destaca-se pelo uso criativo de objetos reapropriados como elementos decorativos. Uma bicicleta antiga incorpora-se à composição visual, xícaras de café convertem-se em luminárias e cadeiras dispostas de cabeça para baixo funcionam como nichos expositores na parede.

Arcos de portas recebem iluminação embutida, enquanto frases poéticas pintadas nas paredes revelam o espírito do lugar: celebrar a vida com simplicidade e beleza. Essas intervenções instigam o olhar e constroem memórias afetivas ao longo da experiência gastronômica.

Versatilidade espacial para diferentes usos

Além do salão principal, o Vila Dalí integra múltiplas funções em um único corpo arquitetônico. Uma loja de confeitaria ocupa posição estratégica na entrada, seguida por bar, gazebo já utilizado para cerimônias de casamento e ambientes reservados para eventos.

Bancos em formato de balanço, mobiliário em madeira clara com listras delicadas e o bufê em estrutura de madeira com tampo de pedra equilibram rusticidade e funcionalidade. A disposição permite integração ou separação dos espaços conforme a demanda, mantendo a coerência estética em todas as áreas.

Conexão entre arquitetura e paisagem

A vegetação atua como elemento estruturante, abraçando colunas, formando jardins verticais e integrando-se aos arcos e vãos das janelas. O jogo de texturas entre madeira, ferro forjado, cerâmica e folhagens cria equilíbrio entre o rústico e o poético. Mobiliário com materiais naturais como corda e madeira reforça a conexão com a natureza, enquanto a repetição rítmica de elementos visuais garante unidade à composição geral.

O resultado é um refúgio urbano onde gastronomia e memória afetiva se entrelaçam em um cenário pensado para encantar sem artifícios.

#Narrativa espacial como dispositivo projetual

A concepção do Vila Dalí demonstra maturidade na articulação entre referência cultural e experiência sensorial. A opção por construir uma atmosfera toscana não se limita à reprodução estética, mas ativa camadas perceptivas por meio da materialidade rústica aliada à iluminação dramática.

O pé-direito duplo e o teto retrátil operam como elementos estruturantes que dissolvem limites entre interior e exterior, enquanto arcos em tijolinho e a paleta terrosa estabelecem ritmo espacial sem recorrer ao pastiche.

A narrativa cenográfica ganha profundidade já que cada elemento — desde o piso cerâmico até os pendentes — contribui para uma unidade atmosférica coerente.

#Reapropiação poética do objeto cotidiano

A intervenção destaca-se pela transformação simbólica de artefatos comuns em elementos de carga afetiva. Cadeiras invertidas que se tornam nichos, xícaras convertidas em luminárias e a bicicleta incorporada à decoração revelam uma postura projetual que valoriza a memória material. Essas soluções evitam o mero efeito decorativo ao estabelecerem diálogo com a noção de tempo suspenso, característica das vilas mediterrâneas.

A vegetação atua como tecido contínuo que une as diferentes zonas, reforçando a ideia de paisagem habitada. O projeto equilibra funcionalidade e poética ao distribuir ambientes versáteis sem comprometer a atmosfera intimista, demonstrando que acolhimento arquitetônico reside nos detalhes pensados para durar.

 

Contato:
Cilene Lupi Arq + Design
https://arqbrasil.com.br/53793/cilene-lupi/

 


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