Cinthia Claro mostra que o estilo Hygge vai além da estética, é uma filosofia de projeto que transforma casas em santuários de bem-estar urbano

 

Estilo Hygge como filosofia em projetos residenciais

Cinthia Claro analisa a aplicação do estilo Hygge na arquitetura de interiores brasileira, destaca soluções que integram sensorialidade, funcionalidade e identidade afetiva por meio de luz natural, materiais orgânicos e organização espacial minimalista.


A arquiteta Cinthia Claro incorpora o estilo Hygge como uma abordagem conceitual e sensorial em seus projetos de interiores. Originada na Dinamarca, essa filosofia de vida valoriza a simplicidade, os pequenos prazeres e a criação de ambientes que promovam bem-estar.

Em sua prática, Cinthia traduz esses princípios em espaços domésticos que funcionam como verdadeiros santuários de tranquilidade, especialmente relevantes diante do ritmo acelerado da vida urbana.

Materiais naturais e texturas artesanais

Madeira, sisal, pedra, lã e linho são elementos centrais na composição dos ambientes sob a ótica Hygge. Segundo Cinthia, essas matérias-primas não apenas enriquecem visualmente a decoração, mas também estimulam experiências sensoriais que reforçam a sensação de aconchego. A estética artesanal desses materiais contribui para uma atmosfera leve e elegante, alinhada à busca por autenticidade no design contemporâneo.

Estilo Hygge / Fotografia Erika Waldmann

Luz natural como eixo estruturante

A iluminação natural é tratada como premissa fundamental nos projetos influenciados pelo Hygge. Cinthia prioriza amplas esquadrias combinadas a cortinas leves, móveis claros e plantas estratégicas, permitindo que a luz diurna permeie os ambientes fluidamente. Janelas com vistas para paisagens verdes atuam como quadros vivos, integrando o interior ao entorno natural e reforçando a conexão dentro e fora.

Estilo Hygge / Fotografia Erika Waldmann

Iluminação noturna e atmosfera convidativa

Ao cair da noite, a transição luminosa é cuidadosamente planejada. Abajures, pendentes, luminárias pontuais e velas assumem o protagonismo, criando uma iluminação difusa e quente que aquece o ambiente sem sobrecarregar os sentidos. Esse jogo de luzes suaves é essencial para manter a proposta de um lar acolhedor e intimista, em sintonia com os valores do Hygge.

Estilo Hygge / Fotografia Erika Waldmann

Plantas e memórias afetivas na personalização do espaço

As plantas são consideradas peças-chave nessa estética, não apenas por sua função decorativa, mas por sua capacidade de trazer vitalidade aos ambientes. Cinthia orienta a escolha das espécies com base nas condições específicas de cada local, garantindo saúde e longevidade às espécies escolhidas. Paralelamente, objetos com carga afetiva — como fotografias emolduradas, móveis herdados ou peças com história — são incorporados para imprimir identidade pessoal ao espaço, tornando-o único e significativo para seus moradores.

Paleta neutra e equilíbrio visual

A predominância de tons neutros e suaves — como semi-branco, bege, areia e cinzas claros — é uma condição essencial para a aplicação coerente do estilo. Essa paleta cromática, segundo a arquiteta, é um dos caminhos mais eficazes para transmitir serenidade e leveza. Associada à ausência de excessos visuais, ela permite que o olhar descanse e que o ambiente mantenha sua vocação convidativa, reforçando a essência minimalista e funcional do Hygge.

 

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#Integração entre sensorialidade e funcionalidade espacial

A abordagem apresentada demonstra maturidade projetual ao articular conforto ambiental, percepção sensorial e organização espacial com rigor conceitual. A valorização da luz natural não se limita a um recurso estético, mas opera como estratégia bioclimática passiva, reforçando a conexão visual com o entorno e promovendo economia energética. O uso de esquadrias amplas aliadas a cortinas leves evidencia uma compreensão técnica do controle luminoso diurno, essencial para ambientes saudáveis e humanizados.

#Materialidade como vetor de identidade e sustentabilidade

A ênfase em materiais naturais — madeira, pedra, fibras vegetais e têxteis orgânicos — vai além da estética rústica ou acolhedora. Trata-se de uma escolha que dialoga com princípios contemporâneos de sustentabilidade e ciclo de vida dos materiais. A textura desses elementos atua como mediadora entre o corpo e o espaço, criando uma atmosfera tátil que enriquece a experiência habitacional. Essa materialidade, combinada à ausência de excessos decorativos, favorece a durabilidade e a adaptabilidade do ambiente ao longo do tempo.

#Neutralidade cromática como base para a permanência

A adoção de uma paleta neutra revela compreensão profunda dos efeitos psicofisiológicos das cores no ambiente construído. Tons suaves não apenas ampliam visualmente os espaços, mas também funcionam como pano de fundo estável, capaz de absorver mudanças pontuais sem comprometer a harmonia geral. Essa neutralidade não é ausência de caráter, mas sim um suporte silencioso que potencializa a presença de objetos afetivos e elementos vivos, como as plantas, fundamentais para a dinâmica emocional do lar.

#Espaço doméstico como refúgio existencial

Mais do que uma tendência estilística, a proposta traduz o habitar contemporâneo como ato de resistência à aceleração urbana. A organização espacial voltada para a contemplação, o repouso visual e a memória afetiva resgata a dimensão ética do projeto de interiores: criar lugares onde as pessoas possam se reconhecer, respirar e existir com plenitude. Nesse sentido, a simplicidade não é mero minimalismo formal, mas condição necessária para a clareza espacial e a serenidade cotidiana.

 

Contato:
Cinthia Claro Arquitetura
https://arqbrasil.com.br/51286/cinthia-claro/

 


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